domingo, 5 de Setembro de 2010  
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ROTEIROS BIOGRÁFICOS: CARLOS GARDEL, JORGE L.BORGES, EVA PERÓN

ROTEIROS BIOGRÁFICOS: CARLOS GARDEL, JORGE L.BORGES, EVA PERÓN


Eva Duarte de Perón, Jorge Luis Borges e Carlos Gardel, foram fundamentais na história da Argentina. A cidade oferece roteiros que permitem conhecer a vida desses, visitando lugares onde eles viveram ou atuaram.

 
EVITA PERÓN
 
Foi a mulher que mais teve influência na política argentina. Nasceu em Los Toldos em 1919 e aos quinze anos veio para Buenos Aires para tornar-se atriz. Em 1944 conheceu Juan Perón com quem se casou um ano depois. Trabalhou ativamente na campanha para as eleições que elegeram seu marido presidente da Argentina em 1946. Ocupou uma posição de destaque no governo e exerceu uma breve mas intensa atividade política, que a converteu em uma figura polêmica e muito amada pelo povo argentino. Morreu de câncer em 1952.
 
 
  
 
 

1. Estação Retiro (J. M. Ramos Mejía 1552)

Foi por esta estação que Evita chegou em Buenos Aires no dia 2 de janeiro de 1935.

 


2. Câmara de Vereadores

Este lugar foi âmbito cotidiano de sua intensa atividade política e social.

 

 

3. Plaza de Mayo (Rivadavia, Bolívar, H. Yrigoyen y Balcarce)

No dia 17 de outubro de 1945 quando os trabalhadores se reuniram na Praça de Mayo reclamando a liberdade do general Juan Domingo Perón que estava preso na Ilha Martín García, Evita apareceu pela primeira vez na sacada da Casa Rosada e fez o seu discurso diante de uma multidão.
Atendendo a  proposta dos trabalhadores argentinos, em 1951 dia 17 de outubro foi declarado como o “Dia da Lealdade”, em homenagem a Eva Perón.

 

 

4. Avenida de Mayo

No dia 4 de junho de 1952, dia em que assumiu a presidência do país, Perón e Evita transitaram por esta avenida em direçãoa o congresso.Era pela Avenida de Mayo que Evita passava normalmente, quando finalizava sua atividade diária, por volta das 2 da manhã.

 

 

5. Avenida 9 de Julio e Moreno

Neste lugar se reuniu o Cabildo Aberto do Justicialismo quando a CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores) e o povo pediram a Evita Perón que se candidatasse o cargo de vice-presidente da nação. Uma semana depois Evita renunciou publicamente à candidatura.

 

 

6. Faculdade de Engenharia (Paseo Colón, 850)

O edifício foi pensado e construído para ser a sede da Fundação Eva Perón, mas Evita nunca desenvolveu sua atividade social neste edifício

 

 

7. Edifício da CGT (Azopardo, 802)

O edifício da CGT (Confederação Geral do Trabalho) foi inaugurado no dia 18 de outubro de 1950 por Perón, Evita e o secretário geral José Espejo. Para este lugar foi levado o corpo de Evita depois de ter sido velado durante doze dias sob a cúpula da Secretaria de Trabalho.

 

 

8. Luna Park (Bouchard, 465)

Foi no o estádio Luna Park, situado em Corrientes e Bouchard que Evita e Perón se conheceram em 1944, durante um ato em benefício das vítimas do terremoto de San Juan.

 

 

9. Cemitério da Recoleta (Junín, 1760)

Evita morreu no dia 26 de Julho de 1952 e seus restos mortais foram depositados neste mausoléu em 1976, no mausoléu da família Duarte.
Eva Duarte de Perón desenvolveu um importante trabalho social em favor dos mais necessitados durante a primeira presidência de seu esposo, o General Juan Domingo Perón.

 

 

10. Praça Evita. Monumento (Av. del Libertador y Agüero)

Em 1937 , esta propriedade da família Unzué foi transformada em residência presidencial de verão, onde Evita e Perón moraram entre os anos 1945 a 1952. Após a morte de Evita, Perón continuou morando ali até sua derrota em 1955.
O monumento, inaugurado em 6 de dezembro de 1999, é obra do escultor argentino Ricardo Gianetti e foi realizado em bronze sobre uma base de alvenaria revestida em granito.

 

 

11. Museu Evita (Lafinur, 2988)

Está localizado num antigo casarão da rua Lafinur onde funciona também o Instituto de Pesquisas Históricas Eva Perón, que é presidido pela sua sobrinha neta, Cristina Álvarez Rodríguez.

 

 
  
JORGE LUIS BORGES
 
Nasceu em 1899 em Buenos Aires, em 1914 mudou-se com sua família para a Europa, onde viveu até 1921. É o escritor mais popular da Argentina, reconhecido pelos seus colegas e pelos leitores. Autor de poesias, contos e ensaios, foi também diretor da Biblíoteca Nacional durante 18 anos. Alguns de seus livros mais conhecidos são Ardor e Buenos Aires (1923), Ficciones (1944), El Apeph (1949), Otras inquisiciones (1952) e El Hacedor (1960). Na década de 1950 uma doença hereditária o deixou cego. Morreu de câncer em Genebra 1986.

 

 

 

 

1. Solar natal (Tucumán 840 / 844)

Nessa casa que pertencia aos seus avôs maternos, nasceu o autor de “El Aleph” no dia 24 de agosto de 1899.

 

 

2. Faculdade de Filosofia e Letras (Viamonte, 430)

Em 1956 Borges foi nomeado professor Literatura Inglesa e Norteamericana da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires (UBA) cargo que ocupou durante aproximadamente 12 anos.

 

 

3. Biblioteca Municipal Miguel Cané (Carlos Calvo, 4319)

Em 1937, o poeta Francisco Luis Bernárdes, conseguiu-lhe um trabalho como auxiliar na Biblioteca Miguel Cané, onde Borges permaneceu durante nove anos.

 

 

4. Ex-sede da Biblioteca Nacional (México, 564)

De 1955 a 1973 Borges foi diretor da Biblioteca Nacional, cujo edifício foi construído em 1901 pelo arquiteto Carlos Morra. Em 1955 Borges quando foi nomeado diretor, soube que sua cegueira seria quase total em pouco tempo. Assim foi que escreveu o Poema dos dons: “Ninguém rebaixe a lágrima ou reproche/ esta declaração da maestria / de Deus, que com magnífica ironia/ me deu ao mesmo tempo os livros e a noite. J.L.B.

 

 

5. Apartamento da rua Maipú 994, 6º “B”.

A partir de 1944, e durante 41 anos, Borges viveu com sua mãe Leonor na rua Maipú. Em frente ao apartamento está a livraria La Ciudad, na Galeria del Este, da qual Borges era cliente habitual. A poucos metros da livraria está o Hotel Dorá, cujo restaurante era freqüentado por Borges e sua última esposa, María Kodama.

 

6. A casa de Quintana 222

Desde 1924 e durante cinco anos, Jorge Luis Borges morou com sua família na rua Quintana.

 

 

7. A casa de Pueyrredón 2190

Nesta casa - que compartilhou com seus pais, Borges morou entre 1929 e 1939.

 

 

8. A casa de Quintana 263

Nesta casa ele morou entre 1942 e 1946 com sua mãe, sua irmã e o marido. Nesse escreveu grande parte de seu livro El Aleph, publicado em 1949.

 

 

9. Jardim Japonês (Av. das Casares y Berro)

Borges visitava o Jardim Japonês com María Kodama para aprender sobre a cultura japonesa.

 

 

10. Jardín Zoológico (Av. del Libertador y Sarmiento)

Quando era pequeno, Borges sentia uma imensa atração pelos tigres, particularidade que se percebe refletida em suas obras. No dia 30 de outubro de 2002, foi colocado em frente da jaula dos tigres, um marco recordatório das freqüentes visitas que o escritor realizava ao zoológico quando era criança.

 

11. A casa da rua Serrano 2147. Quarteirão mítico

Pouco depois de se casar, os pais de Borges se mudaram para esta propriedade da rua Serrano, cujos jardins se uniam com os da casa da avó paterna. A propriedade já não existe mais, mas uma placa na esquina das ruas Borges e Guatemala lembra a Fundação mítica de Buenos Aires

 

 

12. A casa de Evaristo Carriego (Honduras, 3784)

Evaristo Carriego era amigo da família de Borges e compartilhava com eles as reuniões familiares e almoços. Atualmente, funciona ali uma biblioteca especializada em poesia e prosa, onde se pode encontrar objetos que pertenceram a Carriego.

 

 

13. Casa museu de Xul Solar (Laprida 1212 / 14)

Borges sentia um especial carinho por seu amigo Xul Solar (Oscar Agustín Alejandro Schulz Solari) e admirava seu sincretismo religioso e lingüístico e sua capacidade para inventar novas linguagens e jogos.

 

 

14. Fundação Internacional Jorge Luis Borges (Anchorena, 1660)

A fundação foi criada por sua viúva María Kodama, em agosto de 1988. Sua atual sede compartilha a parede divisória com a casa onde o escritor morou com sua família entre 1938 e 1943. Ali escreveu “Las ruínas circulares”.

 

 

 

 

CARLOS GARDEL

 

Carlos Gardel nasceu Charles Gardes em 1890 na cidade francesa de Toulouse. Chegou a à Buenos Aires com sua mãe Berthe em 1892. Aproximadamente aos 20 anos começou a cantar no bairro do Abasto, onde foi criado e de onde se estendeu sua fama. Gardel é o pioneiro do gênero que o consagrou: o do tango-canção. Além de intérprete consagrado, foi também um bem sucedido compositor.

Durante década de 30, Gardel atuou na Argentina, em quase toda a América Latina, França, Espanha e nos Estados Unidos, onde também faz vários filmes e em 1933 apresentou-se pela última vez em Buenos Aires. Morreu em Medellín, Colômbia, num acidente de avião em 1935.

 

 

 

1. Cemitério da Chacarita (Guzmán, 670)

Carlos Gardel morreu tragicamente em um acidente na Colômbia e foi enterrado no Cemitério da Chacarita. Com o tempo foi erguido ali um monumento, que hoje em dia se converteu em lugar de peregrinação.

 

 

2. Hipódromo Argentino (Av. del Libertador, 4101)

No dia 7 de maio de 1876 foi inaugurado o Hipódromo Argentino de Palermo. “O Moreno do Abasto” (como era chamado Gardel), foi um dos principais animadores do ambiente do turfe. Em 1926, seu cavalo, chamado Lunático conquistou seu primeiro prêmio.

 

 

3. Palais de Glace (Posadas, 1725)

Inaugurado em 1910, o Palais de Glace foi construído para funcionar como uma pista de patinagem sobre gelo, porém seu estilo francês foi se diluindo através das sucessivas remodelações. Na década de 1920 teve seu momento de glória já que Julio de Caro com sua orquestra interpretava ali seu repertório e podia ser apreciado graças a uma acústica perfeita. Nesse momento, a juventude portenha dançava tango no Palais de Glace. Uma noite, quando saía da “milonga”, Carlos Gardel recebeu uma ferida de bala no pulmão esquerdo, segundo dizem, por defender a um amigo em uma briga.

 

 

4. Casa do Teatro (Av. Santa Fe, 1245)

O museu da Casa do Teatro conta com a sala “Carlos Gardel” que exibe documentos pessoais, fotografias, objetos, cartas e roupa do inesquecível cantor.

 

 

5. Luna Park (Bouchard, 465)

O Luna Park conta com uma rica história de acontecimentos já que ali aconteceram muitos fatos importantes da história nacional e foi também ali, que em 1935, foram velados os restos mortais de Carlos Gardel diante da uma presença de uma multidão.

 

 

6. Café Tortoni (Av. de Mayo, 825)

O Tortoni que era freqüentado pelo “Moreno do Abasto”, é o típico café portenho: o interior com mesas de carvalho e mármore verde, se destaca pela sua delicada “boiserie”.

 

 

7. Casa de Carlos Gardel (Jean Jaurés, 735)

Em 1927 Gardel voltou ao bairro do Abasto junto à sua mãe Berta Gardés e morou com ela até 1933 quando viajou para a França para nunca mais voltar. Na casa onde ele morou foi erguido o Museu de Carlos Gardel, onde são exibidos, entre outros documentos, o boletim de notas do Instituto Salesiano, a carteirinha da Associação Cristã de Jovens, a “Yumen”, onde ele ia fazer ginástica para emagrecer 


 

 

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